UMA RPPN PODE SER RENTÁVEL E CRIAR POSTOS DE TRABALHO AUMENTANDO 

OS NÍVEIS DE SUSTENTABILIDADE A PARTIR DO LOCAL ?


Tags: econômica, renda, rppn, sustentabilidade, trabalho

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Respostas a este tópico

Sim concerteza!
Se for interesse do proprietario/gestor da RPPN desenvolver o Ecoturimo!
Nesse contexto, além dos importantes serviços prestados com a proteção de seus recursos naturais, as RPPN podem ser fontes geradoras de emprego e renda para seus proprietarios, moradores do da propriedade e a comunidade de seu entorno.
Concerteza é possível agregar valor ás atividades permitidas nas RPPNs, tais como:

- A visitação pública monitorada com fins educacionais e turístico;
- Pesquisa cientifica com fins turisticos;
- Avistamento de fauna e flora.

E na propriedade em si (área de entorno), ou seja no caso onde a RPPN não abrange a totalidade do imóvel, podem ser desenvolvidos
- Atividades de Camping; hotelaria; agricultura orgânica; agrofloresta; produção de artesanato, etc.

Outro fato relevante que demonstra que as RPPN podem sim desenvolver a sustentabilidade local, é o seu compto para o cálculo do ICMS Ecológico no quesito Unidades de Conservação-UC, ou seja, fazendo com que a Prefeitura receba recursos anuais devido o seu estatus de UC, contribuindo assim para os cofres públicos e diretamente para economia local.

saudações RPPNistas
Concordo plenamente com o Monsores. Mas os meios para se conseguir incentivos tem que ser facilitados. Normalmente o proprietário de RPPN tem outras atividades concomitantes e a complexidade dos projetos assusta. A tercerização poderia ser uma forma: empresas ou pessoas que fizessem os projetos e trabalhassem em conjunto com as RPPNs. Eu sonho com alguém assim, já que ler editais me conduz a um sono profundo. Parece brincadeira, mas é sério. Acho que alavancaria trabalhos importantes dentro de minha propriedade, por exemplo. E acredito q muitos proprietários passem por isso.
Concordo que o ecoturismo em alguns casos é a saída para sustentabilidade mais cada caso é um caso deve-se respeitar as características da propriedade e quanto a incentivos é sempre um problema, tenho procurado o sindicato rural para implantar cursos do senar, eles tem curso de turismo e outros como o programa balde cheio, que são direcionados à pequenos produtores e que se associados À questão do meio ambiente tem tudo para ser sucesso, por exemplo o programa balde cheio permite elevar em muito a produção de leite em um menor espaço explorado, é como criar espaços para reservas com tecnologia de ponta. existem vários exemplos de sucesso.
No curso de turismo são formados técnicos na área de cozinha, trilhas, recepção e arrumadeiras.
Sim e deve. O primeiro passo é definir como ela se relaciona com a propriedade de origem; isto é, se apenas consolida as APPs e Reserva Legal, sem nenhum objetivo definido tecnicamente ou além desta consolidação, possui metas e objetivos claramente verificáveis ou se alcança a totalidade da área, oq ue reduz as possibilidades de uso às prescritas em lei (fereal ou estadual).

Quando a propriedade rual possui parte de sua área como rppn,as possiblidades de negócios são mais amplas, desde que não comprometam a higidez da RPPN. De fato, costuma albergar as atividades mais eficientes na geração de renda (que por sua vez tendem a gerar mais impacto de uso). Assim, a RPPN passa a ser um complemento de gestão, tanto para geração de renda quanto de investimento. De modo geral, suas caracteristicas podem promovê-la como candidata a diversos incentivos e mais recentemente, reforçam a tese de pagamentos por serviços ambientais, embora haja iniciativas semelhantes para pagamento de serviços ambientais a partir de APPs e reservas legais.

Quando a rppn ocupa toda a propriedade, suas possibilidades de uso dependem de sua natureza juridica: federal (uso sustentável), estadual e municipal (de modo geral de proteção integral, ppmente por conta das relações com ICMS verde). Em qualquer situação, o uso é indireto, visto que a legislação para as federais (Lei n. 9.985/2000) afasta essa idéia ao definir os usos em seu artigo 21: (...) § 2o Só poderá ser permitida, na Reserva Particular do Patrimônio Natural, conforme se dispuser em regulamento: I - a pesquisa científica; II - a visitação com objetivos turísticos e III recreativos e educacionais.

Neste sentido, quando da proposição de uma RPPN, é necessário que se anteveja as possibilidades sustentabilidade financeira baseada nas restrições legais de uso. Assim, uma avaliação das potencialidades da propriedade rural e de sua "vocação" (agronegócio, agroindustria, SAF, agroecologia, pesquisas, conservação, turismo, serviços ambientais...) e consequentemente do seu potencial “mercado consumidor" , programas públicos, patrocinadores, consumidores diretos, distancia destes mercados, etc...

De fato vale a máxima: " Conhecer para Preservar", pois mesmo aquelas que se dedicam apenas para a conservação, devem ter indicadores e programas que possam confirmar sua eficiência como unidade de conservação, mormente relacionados no plano de manejo. Sem indicadores, ao longo do tempo, não é possível avaliar a eficiência destas unidades em termos de conservação da biodiversidade e serviços ambientais, e consequentemente, prever sua sustentabilidade e mesmo justificar os investimentos próprios ou de terceiros.

Deste modo, para a implantação de rppns, é necessário estudos preliminares para avaliação de seu dimensionamento e viabilidade financeira, pois na luta pela conservação todo esforço deve ser perene. Para as rppns já legalizadas, mas sem uma orientação mais direcionada de uso, o plano de manejo é uma peça fundamental, pois contém desde os diagnósticos até os programas a ser implantados, incluindo os indicadores de monitoramento e avaliação de resultados.

Olá a todos!

A questão levantada é bastante relevante no contexto prático da preservação ambiental.

"UMA RPPN PODE SER RENTÁVEL E CRIAR POSTOS DE TRABALHO AUMENTANDO 

OS NÍVEIS DE SUSTENTABILIDADE A PARTIR DO LOCAL ?"

Minha resposta é sim, mas temos que reconhecer as dificuldades para chegarmos a esse nível.

Percebo que os proprietários que tomam a decisão de perpetuar a preservação natural dos seus patrimônios agem bastante com o coração e estão certíssimos, mas a manutenção é puramente racional.

Como Turismóloga e Gestora Ambiental tenho que defender a prática do Ecoturismo.

Quando o proprietário tem realmente esse interesse e se estrutura pra isso os resultados podem sem ótimos para todos.

Ressalto alguns pontos realmente fundamentais:

- Vocação

- Plano de Manejo

- Um espaço que não esteja dentro da RPPN para montar uma estrutura mínima de receptivo

- Envolvimento da comunidade local

Quando falo em vocação, vale ressaltar o acesso à RPPN, se for muito ruim, mas o proprietário está determinado a receber pessoas deve-se avaliar o custo de tornar esse acesso viável para grupos.

Depois de todos esses cuidados, uma recepção calorosa, uma conversa para explicar o que é e a importância de uma RPPN, vai cativar aquele turista que veio contemplar o que a natureza nos oferece.

Ele vai querer voltar e espalhar a mensagem.

Falo isso por experiência própria com grupos.

Abraços verdes a todos !

 

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